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Eis que começamos agora, neste exato momento, a mais nova série de matérias deste blog especialíssimo da rede mundial de computadores: Entrevista com o brechozeiro. Abre-parênteses. Qualquer semelhança com o filme estrelando Pitt e Cruise não é mera coincidência não, tá bom? Fecha-parênteses. E para estrear com toda a pompa que o Garimpário merece, convidamos Luan Gonzatti, figurinha carimbada da night florianopolitana e rato de brechó assumido.

 

Luan Gonzatti

 

Luan Gonzatti WHO?

Sabe o loiro de presença das fotos com as nossas camisas originais da década de 80? O mesmo do nosso ensaio fotográfico Youth? Este é Luan!  Basta uma passada de olhos rápida no seu Instagram (pra quem quer dar uma stalkeadinha nada básica, é @luangonzatti) pra notar que o cara tem presença. E não tinha como ser diferente… Até os astros se alinharam pra isso. Real oficial! Luan soma a picância do sol em escorpião, o idealismo do ascendente em aquário, e o protagonismo da lua em leão e materializa tudo em lookinhos incríveis e atitude consciente. É por tudo isso que ele foi o escolhido pra estrear nossa série “Entrevista com o brechozeiro”.

E aí, [email protected] pra saber mais sobre essa figura cheia de estilo e receber alguns conselhos pra aprimorar a arte do garimpo? Então confira agora nossa entrevista com Luan Gonzatti:

Entrevista com o brechozeiro: Luan Gonzatti

Cássia – E aí, Luan, tudo bom? Primeiramente quero dizer que quando o Renato e a Manu (proprietários do Garimpário) me falaram da ideia de te entrevistar, fui logo te stalkear um pouquinho nas redes e pô, que massa! Que massa a estética do seu Insta e, claro, seu estilo!

Luan – Oi! Tudo ótimo! Nossa, eu fico muito feliz com o elogio, ainda mais com o meu Insta tão largadinho… Tadinho! Eu sou aquela pessoa que tira milhares de foto do look pra postar e daí no dia seguinte esquece, e depois não posta nunca mais. O que meu celular mais tem são posts esquecidos do Instagram. Mas receber elogios é sempre ótimo! Dá mais vontade de manter a rede atualizada. Eu fiquei muito feliz com esse convite de vocês pra gente ter essa conversa, porque nas coisas que a gente já fez junto eu e a Manu estamos o tempo todo conversando sobre brechó.

Fotografia por Carolina Santa Helena
Cássia – Essas “coisas” que vocês já fizeram junto são os ensaios do Garimpário para o qual você modelou, certo? Como foi a tua experiência posando para o Garimpário?

Luan – Foi tudo! Os editoriais que eu fiz com o Garimpário foram ao lado dos meus melhores amigos, então nem foi como um trabalho, foi um rolê com os migo! O melhor desses editoriais é que eles são bem despretensiosos e tranquilos. É muito fácil conversar com as pessoas da produção e a pessoa que tá fotografando, e assim o trabalho fica bem fluido. A Manu tá sempre disposta a aceitar a opinião dos modelos e tentar as ideias loucas que a gente dá, como pular dentro de uma caçamba cheia de papelão. É por isso que o resultado é sempre tão legal, porque foi construído em colaboração entre toda a equipe, assim todo mundo fica feliz com o resultado final. Eu já participei de dois lookbooks do Garimpário também, apesar de ser uma vibe mais comercial e técnica o clima ainda é o mesmo, de descontração e colaboração. Ser modelo do Garimpário é sempre uma experiência ótima, porque é nada mais que um rolê com os migo, e no fim ainda te dão umas fotos bafo pra postar no Insta.

“[…] num brechó, além de você geralmente estar ajudando alguma instituição que precisa realmente do dinheiro, você acaba encontrando peças que jamais encontraria numa fast fashion. “

Cássia – E qual tua relação com brechó além desta bem evidente com o Garimpário? Fiquei sabendo que você garimpa umas paradas incríveis…

Luan – Eu comecei a minha relação com brechó em 2014. Eu tinha uns amigos que já faziam muito garimpo e não paravam de falar sobre o brechó da Igreja da Trindade, e sobre as pecinhas que tinham achado por lá. Naquela época tudo o que eu queria era uma jaqueta jeans, aí fui lá ver o que eu achava. Não achei a jaqueta, mas achei um mundo novo de possibilidades. É incrível o que, lá, você pode comprar com 20 reais, ainda mais quando você é um universitário com a grana apertada. Depois daquele dia eu praticamente quase não comprei mais roupas em lojas tradicionais, tirando aquelas peças bem específicas. No fim, eu ir a um brechó se tornou igual ir a uma loja mesmo, porque mesmo em lojas tradicionais você tem que garimpar no meio de todas aquelas roupas genéricas. Só que num brechó, além de você geralmente estar ajudando alguma instituição que precisa realmente do dinheiro, você acaba encontrando peças que jamais encontraria numa fast fashion. No final o mais incrível é que o brechó sempre guarda alguma coisa pra todo mundo, se tu tiver paciência pra procurar.

Cássia – Tua escolha por comprar em brechó tem a ver com estilo, consumo consciente ou os dois?

Luan – Tem a ver com os dois com certeza. Num brechó tu encontra peças que tem muita personalidade e história, coisas que você jamais encontraria numa loja tradicional e, principalmente, não no mesmo preço. Por exemplo, em brechó eu já comprei um blazer da Yves Saint Laurent por menos de 30 reais. Quando na vida eu imaginei que isso ia ser possível? Só em brechó! E eu acredito muito no slow fashion. Acho que a gente consome recursos demais do planeta para produzir muita roupa descartável. A sazonalidade da moda acaba gerando muito desperdício pela procura em estar sempre com a peça do momento. O consumo consciente ajuda a gente a ressignificar as peças, às vezes tu nem precisa ir num brechó pra ter uma roupa nova, é só olhar aquela sua pecinha esquecida no guarda-roupa com uma nova perspectiva.

Cássia – Massa! A gente se identifica muito, claro, com isso tudo. E agora conta aí, entrega o ouro, ensina o caminho das pedras: como é o teu processo de garimpo? É que todo brechozeiro de verdade tem uma metodologia, né? Tipo, tu foca em uma peça em específico ou vai na loucuragem e o que cair na rede é peixe?

Luan – Eu sempre penso em algo que seria maravilhoso achar, tipo uma calça assim ou uma jaqueta tal, mas de um modo geral eu vou sempre bem aberto pra o que o universo quiser me mandar. Às vezes ele manda a peça dos teus sonhos e às vezes não manda nada. Saber aceitar e não se frustrar caso não ache nada interessante é fundamental. Eu procuro garimpar numa categoria de cada vez, começando pelo que tiver mais perto da porta. Tipo olho todas as calças, todas as camisas, depois todas as blusinhas e por aí vai. Se for um lugar menos organizado eu vou de pilha em pilha de roupas, procurando. O que garimpar em brechós me ensinou muito ao longo dos anos é que categorizar a roupa por gênero é um fator muito limitante, pois a moda masculina é tradicionalmente limitada. Quando você exclui o gênero da equação, você abre os olhos pras possibilidades infinitas que as roupas tem e fica muito mais fácil achar aquela peça perfeita.

Fotografia por Carolina Santa Helena

“[…] categorizar a roupa por gênero é um fator muito limitante […]”

Cássia – Você é designer, né? Acha que a tua formação influencia no seu olhar sobre os garimpos? Ajuda a diferenciar o que é um super achado e tem mega potencial pra montar um lookão, de peças que não valem a pena?

Luan – Eu acho que ajuda sim, porque repertório visual é tudo nessa vida e como designer eu tô sempre acrescentando mais coisas no meu. Mas eu acho que o fator que mais facilita é afinidade com moda, e construir um repertório de looks mesmo. Eu gosto muito de acompanhar semanas de moda e desfiles, porque sempre tem algo novo, ou alguma peça ou modelagem vintage que volta à cena e te faz entender como é tudo uma questão de styling, que uma roupa ajuda a outra a compor o look e a contar uma história. Quando você tá vendo muita roupa, seja por redes sociais, revistas, desfiles, ou mesmo prestando atenção em como a galera tá se vestindo na rua, seu repertório tá aumentando e torna muito mais fácil bater o olho numa peça de brechó e enxergar o potencial dela.

Cássia – Quais as últimas peças de brechó que você garimpou?

Luan – Foram uma boina rosa bebê e uma camisa de organza azul marinho transparente.

Cássia – E quais você mais gosta?

Luan – Tem tantas que fica até difícil. Acho que seria uma jaqueta que eu comprei do editorial que fiz pro Garimpário, numa vibe bem vintage Versace. Gostei tanto da jaqueta que nem deixei ir pro site. Tem também uma calça de nylon vermelho da Adidas que é um bafo, com zíperes nas laterais que permitem abrir ela inteira. Essa calça eu amo, mas meus amigos já usaram bem mais do que eu (risadas)! Essas são peças que eu amo muito, mas que não dá pra usar todo dia. Das mais cotidianas seriam uma calça vintage de cintura alta da Levi’s que eu uso com tudo, e um cinto de corrente dourada que eu uso de colar, pulseira, choker e o que mais eu imaginar. Tem peças de brechó incríveis nos guarda-roupas dos meus amigos. Eu tenho muito amor por elas  também! Por exemplo, uma amiga tem um quimono japonês maravilhoso que eu peguei pra usar num casamento uma vez, entre outras coisas. Eu e meus amigos temos quase que um armário coletivo. A gente tá o tempo todo se emprestando e trocando coisa.

Fotografia por Carolina Santa Helena
Cássia – Que brechozeiro experiente já deu pra perceber que você é! Agora conta aí como você definiria seu estilo…

Luan – Eu defino o meu estilo como bem fluido, porque eu me visto muito de acordo com o meu humor ou com a vibe que eu quero passar no dia. Tipo, no dia a dia eu tô geralmente bem casual, e é quando eu resolvo sair à noite que o rolê fica realmente interessante. Num dia eu quero estar bem chic e no outro numa vibe mais esportiva. Eu vou do 8 ao 80 bem fácil. Acho que se fosse pra definir uma característica comum a todas as minhas produções, é que eu não gosto de estar muito simples. Gosto de chamar atenção com alguma peça do look, ou com o look todo. Ser básico não é comigo!

Cássia – E o que não pode faltar nesse lookinho bafônico?

Luan – Atitude e originalidade. Pra mim essas são duas coisas fundamentais. De nada adianta você estar usando um look bafo, mas não conseguir carregar ele, ou usar uma roupa cara que é parecida com o que todo mundo ao redor de você está usando. Pra mim look bafo é chamar atenção pra você e mostrar pra todo mundo que tu tá confortável e feliz com o que está usando, independente do que seja.

Cássia – E qual sua grande aposta pra essa temporada? Qual peça é o grande must-have do outono-inverno 2019?

Luan – Mas do que uma peça must-have eu vou jogar aqui uma tendência que tá cada dia mais forte. Pra mim o que as pessoas devem explorar é quebra das barreiras do gênero na moda. Não existe certo e nem errado. Se você olhou pra um roupa e teve vontade de experimentar, experimente! A vida é muito curta pra gente passar ela toda presos dentro do masculino ou feminino. A moda é um universo gigante a ser explorado quando você se permite experimentar, e tem muito pra te mostrar sobre a sua percepção sobre você mesmo. Mas eu admito que to bem atrás de um sobretudo (risadas).

Cássia – Pra terminar, qual dica você dá pra um brechozeiro se aprimorar ainda mais na arte do garimpo, e qual é um bom conselho pra quem ainda não faz parte, mas quer entrar pra esse clubinho?

Luan – Esteja sempre consumindo referências e aumentando o seu repertório visual de roupas e design. E, principalmente, permita-se experimentar. Garimpar bem é 100% estar consciente do que fica bem no seu corpo e do estilo que você procura passar pras pessoas. E também pense nos coleguinhas! Eu e meus amigos estamos o tempo todo trocando roupas ou comprando roupas de brechó que sabemos que o outro vai gostar, porque assim, além de você fazer um agrado para o amigo, tá jogando de volta pra cadeia de consumo uma roupa perfeitamente usável. Outra dica importante é garimpar em vários lugares diferentes! Quanto mais fontes você tiver pra procurar, melhor. Conheça e compartilhe os brechó da sua cidade.

E a primeira publicação da série “Entrevista com o brechozeiro” termina como começou: com chave e dicas de ouro.

Meu nome é Cassia Guerra, e eu sou brechozeira!

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A gente não espera o Carnaval chegar pra sambar com lookinhos estilosos por aí. Mas o fato é que ele tá chegando! E aí o negócio fica mais sério do que nunca e a gente sai sambando em busca, mais especificamente, de lookinhos que resultam em fantasias de Carnaval estilosas. Mas hoje em dia não basta serem estilosas. As fantasias têm que estar de acordo com os mandamentos do consumo consciente pra sambar de consciência limpa, alegria, alegria!

 

É pra sambar de consciência limpa, alegria, alegria!

 

 

É pensando em deixar a sua folia mais leve, o seu samba mais solto e a sua mente com a sensação de missão cumprida, que separamos ideias de fantasias de Carnaval que unem dois princípios básicos do consumo consciente: o reuso de peças + valorização do comércio local.

Monte sua fantasia de Carnaval no brechó

Já parou pra pensar que em brechós você encontrará as peças certas pra alcançar a sua fantasia de Carnaval dos sonhos por precinhos super bacanas, o que resultará em um dinheirinho extra para os bons drinks? Pois é fato: no Garimpário você encontra peças incríveis com preços bem em conta.

Para achar as roupas para montar a sua fantasia, foque em procurar peças curingas. Combinadas, elas devem render fantasias diferentonas e fresquinhas. Use a imaginação e misture tudo com um belo e ousado acessório de cabeça para entrar de corpo e alma na folia.

Outra dica é dar preferência para roupas que você vai continuar usando após o Carnaval. Não vale comprar algo pra simplesmente descartar depois, tá? Se decidir que não vai conseguir aproveitar as peças no dia a dia ou, quem sabe, num próximo Carnaval, passe adiante.

Tiaras de Carnaval na cabeça e muito samba no pé

Escolheu sua roupinha pra folia no nosso brechó online e agora só falta pesar a mão no brilho e nos acessórios? Se liga então nas purpurinadas tiaras de cabeça da Lalaiá!

Marca independente de Florianópolis, as tiaras de Carnaval da Lalaiá são peças únicas, feitas artesanalmente pela designer Kariene Gava Wendhausem. Tudo o que faltava na sua produção pra carnavalizar geral.

Quer mais brilho ainda, @? A Lalaiá também produz brincos e casquetes cheios de luz que vão iluminar ainda mais a sua fantasia de Carnaval.

https://www.instagram.com/p/Brr-jg6gv6B/

E se ainda resta alguma dúvida de que roupas de brechó + acessórios de marca local resultam em puro arraso, espia as fotos a seguir. Nelas, todos as fantasias de Carnaval são by Garimpário e todas as tiaras são da Lalaiá:

Se ligou que garimpos vintage, tiaras artesanais, criatividade e muito brilho resultam em fantasias maravilhosas? Então cooorre garantir seus achadinhos no nosso brechó virtual e se preparar pra quando o Carnaval chegar.

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Bora colocar o bloquinho na rua!

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Brechozeiro de verdade, brechozeiro raiz, brechozeiro true, sabe a diferença entre vintage e retrô. O resto é poser… Brincadeira! Se você não sabe, a gente não tá aqui pra julgar não, e sim pra esclarecer e elevar o seu nível de brechozeiro aprendiz para brechozeiro especialista.

 

Vem com a gente!

O que é vintage?

Se usa o adjetivo vintage para artigos originais de épocas passadas. Há quem diga que o termo pode ser usado apenas para se referir a peças datadas de 1920 a 1960, mas na moda a gente acaba usando pra todos os períodos de outrora (fancy): 2000, 1990, 1980, 1970… – licença poética que chama, né mores?

Sabe aquela roupa super cool que você encontrou no fundo do guarda-roupa da sua mãe, que ela usava na juventude nos anos 80 e que você pensou “epa, agora que a moda oitentinha voltou vou adicionar esse achado aos meus lookinhos”? Então, essa peça é vintage! Ela não só carrega a estética da década de 80, como também foi criada e produzida na época.

As camisas masculinas que vieram diretamente do Bazar Paulista, no interior do Paraná, e estão disponíveis no nosso brechó são peças vintage, pois são originais de 1980, por exemplo.

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E retrô, o que é?

Chamamos de retrô objetos produzidos atualmente, mas que no visual fazem referência ao design de décadas passadas. Muitas vezes esses itens podem até carregar uma aura noventinha, oitentinha, setentinha, mas misturar com elementos atuais.

No fundo, retrô é o termo utilizado para descrever criações inspiradas no passado que recém saídas do forno. Essas criações podem ser fiéis à estética do período em questão, como também podem ser releituras e misturar ao visual antigo um olhar mais contemporâneo.

 

Frigobar com estética inspirada no passado, fabricado e vendido pela Brastemp hoje

 

Resumindo…

Dizer que uma peça é vintage significa dizer que ela foi criada e fabricada no passado. Já chamar um item de retrô significa que ele foi produzido atualmente, mas que é inspirado na estética de um período anterior.

Quer dizer que todas as peças de um brechó são vintage e não retrô?

Não! As peças que você garimpa em brechó podem ter sido fabricadas há não muito tempo, não dando a elas o título de vintage e, se não tiverem estética característica de um período passado, nem de retrô. Mas sim, em brechós você pode encontrar muitas relíquias de outras décadas. Eles são o paraíso para os fashionistas apaixonados por vintage!

Lembrando que apostar em roupas de brechó não só garante itens vintage originais e arrasadores, como também faz bem para o planeta. Comprar em brechó é uma forma de apostar no consumo consciente.

Quer que a gente mande mais motivo pra encher o carrinho no nosso brechó virtual? Toma: 6 bons motivos para comprar em brechó.

É um brechozeiro addicted? Faça o quiz e descubra quem você é no rolê do consumo consciente.

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O que estará em moda em 50 anos, sinceramente, não sabemos. Talvez WGSN, BOX1824 e demais especialistas em tendências de comportamento tenham um palpite. Mas que o termo e a prática do consumo consciente estará cada vez mais em alta, não precisamos ser experts no assunto pra ter total certeza. Hoje, consumimos 30% a mais do que a capacidade de renovação da terra e se continuarmos assim entraremos em colapso em algumas décadas. Assustador? Muito. E é por isso que precisamos falar sobre o que é consumo consciente e o que a moda tem a ver com isso, e mudar desde já nossos hábitos de consumo.

 

Não fique aí parado! Faça alguma coisa!

 

O que é consumo consciente

Consumo consciente é sobre ter consciência que todo consumo causa impacto, seja positivo ou negativo, no âmbito econômico, social ou ambiental, e, a partir disso, repensar hábitos e fazer escolhas responsáveis, tentando minimizar ao máximo as consequências negativas.

Como consumir de forma consciente

Consumir com consciência é escolher comprar da empresa A e não da B, porque a A têm política de descarte sustentável em suas fábricas, ou de C ao invés de D, porque C tem uma política social benéfica pra comunidade onde tem seu parque fabril instalado. Também é boicotar F porque está envolvida em escândalos de trabalho escravo, G porque financia conflitos em países subdesenvolvidos, ou comprar de H porque é uma pequena empresa que favorece o mercado regional.

Mas não é só no ato da compra que o consumo consciente está presente! Ele vai além e envolve todo o processo de compra. Tem a ver com a sua escolha por um fabricante, mas também com a forma que você usa os produtos e, posteriormente, os descarta.

Consumo consciente na moda

Mas, afinal o que a moda tem a ver com isso? Tu-do! Além de toda empresa, todo indivíduo, ter responsabilidade social, a indústria têxtil é curinga na mudança de chave do consumo inconsequente para o consumo consciente pelo fato de que é uma das mais poluentes do mundo. Além disso, toda hora explodem escândalos de trabalho escravo e colaboradores em condições insalubres de trabalho envolvendo gigantes da moda. F*da!

 

Cena do filme Delírios de Consumo de Becky Bloom

 

Mas e aí? O que fazer? A partir de agora só consumir blusinhas eco-friendly? Não, na verdade consumir moda consciente não se trata exclusivamente disso, mas, conforme falamos, é ter consciência do que se está comprando. Qual a origem dessa roupa? De onde vem a matéria-prima? Quem confeccionou? Como é o processo de produção? São algumas perguntas que devemos fazer antes de mandar passar no cartão.

Comprar blusinhas também é um ato político – e pode ser revolucionário pro bem, basta você querer!

 

Fonte: Pinterest

 

Brechozeiros, slow fashion e guarda-roupa consciente

Comprar em brechós é uma forma de consumir moda com consciência ou, melhor dizendo, de apostar no slow fashion, termo modernoso pra falar de consumo consciente na moda. É um jeito de diminuir os impactos negativos do consumo sobre o meio ambiente, a economia e a sociedade.

Como já disse Vivienne Westwood, “compre menos, escolha bem, faça durar”

Dar preferência para os brechós no lugar de grandes marcas de moda é ir contra o processo produtivo nocivo de grandes empresas. É boicotar marcas envolvidas em escândalo de funcionários em condições insalubres de trabalho. É apoiar causas sociais, é aumentar o ciclo de vida de blusinhas, cuidando do meio ambiente e, por tabela, criando lookinhos cheios de personalidade. É ir contra a maré do consumismo exacerbado, e tudo o que ele significa: problemas sociais, econômicos e ambientais.

E se você achava que esses (super importantes) motivos são os únicos pra comprar em brechó, vem cá que a gente quer te contar nos mínimos detalhes 6 bons motivos para virar brechozeiro e sair garimpando por aí.

E aí, bora fazer parte do melhor bloquinho de todos os Carnavais e do ano inteiro: Brechozeiros Unidos do Slow Fashion? Bora!

 

Bora, galera!

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Comprar em brechó é algo que, uma vez que você experimentou, não tem volta: vicia! Vicia o gostinho de encontrar garimpos vintage. Vicia a exclusividade. Vicia pagar bem menos em comparação com roupas novas de marca e sentir que fez a escolha certa para o planeta. São muitos motivos para comprar em brechó e a gente selecionou os top 6 pra te trazer para o clube que você nunca vai querer sair: o clube dos brechozeiros.

 

6-bons-motivos-para-comprar-em-brecho-Garimpario-consumo-consciente

Foto do nosso editorial Cool Team

 

1. Dar um respiro para o planeta

Este, talvez, seja um dos motivos para comprar em brechó mais clichês, e um dos mais importantes: sustentabilidade. Comprar uma roupa usada é promover o slow fashion, uma alternativa mais ética à forma como se produz hoje. É aumentar o ciclo de vida deste produto, diminuir a compra de roupas novas e, assim, a produção da indústria têxtil, que é uma das mais poluentes do mundo.

2. Think global, act local

Em tradução livre para o português, significa pensar a nível mundial e agir a nível local.

É incrível que hoje a gente receba referências dos 4 cantos do mundo, mas não dá pra desejar consumir só o que vem de fora e esquecer o que tá pertinho da gente. Pertinho mesmo, tipo a costureira do bairro.

Comprar em brechó é valorizar a economia regional (mesmo quando a compra for online), os donos de brechó em frente aos grandes empresários e, como citado anteriormente, a costureira do bairro que mais vezes será acionada pra customizar ou ajustar seu garimpo.

3. Se colocar no lugar do outro custa R$0,00

É preciso consumir com a consciência de que não estamos sozinhos no mundo e isso, por si só, já é um bom motivo para comprar em brechó: ir contra o processo produtivo nocivo de grandes empresas, que muitas vezes colocam seus funcionários e terceirizados em condições insalubres de salário e, também, apoiar causas sociais e bazares beneficentes, quando for o caso.

4. Comprar mais brusinhas

Comprar em brechó significa alcançar o sonho do guarda-roupa estiloso próprio com muito, muuuito menos gasto. Resumindo: significa economia para o seu bolso, e mais blusinhas no seu armário! Em brechós você encontra peças estilosas, algumas verdadeiras relíquias vintage, outras beeem atuais, com precinhos muito mais bacanas do que em lojas de grife.

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5. Você quer exclusividade, @?

Então toma! Um dos motivos para comprar em brechó preferidos dos fashionistas, hipsters, diferentões é a exclusividade. Em brechós você não encontra peças em grande escala, porque, geralmente, a maioria dos produtos dessas lojas não são mais produzidos.

 

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Foto do nosso editorial Youth

6. Quem compra em brechó, se diverte mais

Garimpar brechós à procura das peças perfeitas pros seus lookinhos é muito divertido! Você se depara com roupas de diferentes tempos, tecidos e cores, recria na mente histórias de seus antigos donos, e cria e evolui seu estilo próprio em paralelo a tudo isso.

 

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Foto do nosso editorial Ploc Bombers, com inspiração nos anos 1980

Em resumo, ética ambiental, causas sociais, exclusividade e experiências com mais significado são os principais motivos para comprar em brechó, e o que inspira a gente aqui na Garimpário a continuar garimpando os melhores achados. E se você ainda não faz parte do clube dos amantes de brechós, esperamos que esse nosso sonho de cada vez mais gente consumindo consciente – sem deixar o estilo de lado jamais – também tenha tocado o seu coração!

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